quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tempo

Sou do tempo em que o tempo
nada significa. Em que
tudo é, portanto, intemporal.
Mas tudo agora gira em volta
do tempo e ninguém
tira um tempo para viver.


Morte a quem um dia insinuou
que o tempo é dinheiro e que
o dinheiro faz a felicidade,
pois prefiro ser pobre e passear
pela vida do que ser rico e a vida
passar por mim.


Parecem formigas programadas
para a lavoura interminável
e tanta coisa boa passa ao lado,
tantos sentidos são negligenciados.


Não é necessário um sexto sentido
para captar tudo o que nos rodeia.
Basta apenas viver, sentir,
e tudo ficará mais claro...


como beber um café e fumar um cigarro a 5 minutos de pegar a trabalhar.

domingo, 13 de novembro de 2011

não-ficção-não

a mentira é acusação filha da puta
e o meu peito é dor demais para aceitar
tal é o cão que me morde os calcanhares
e a ti te morde o estômago.


sou de mel mas tenho açaime 
e o meu corpo profano está cerrado


feridas à parte, eu sou de ferro
e todo o mundo pode falar de mim
julguem-me cabrões! adoro ver-vos
lambuzados na vossa expectativa.


falem cabrões! adoro ver-vos embalados
nesse enleio...
quem te julga, teu amigo é...dita a sentença!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Presa dentro desse corpo de inocência
passeia-se o desejo...


Corro o risco de dizer que és um Dejà vu
de outra foda uma vez dada.


Tens o dom da palavra e os teus lábios
pavoneiam-se perante os meus olhos
numa dança que me embala.


és sósia da minha alma e
perante a tua presença abro as pernas
e fodo-me!


É carnal! Com uma pitada de emoções
que fervilham em cada palavra.


Não sei onde fui buscar tanta tesão
por um corpo que não quis...


Estou à tua mercê e fujo para que não seja
vítima das minhas tendências...
Amo a vida, o sol quente que me bate na cara
Amo, portanto, as pessoas...sou coração aberto, coração mole
qual rabo de saias que se passeia na minha frente.

Dou-me por fácil, dou-me por fiel
mas qualquer prazer carnal me toma o rumo
e me faz perder as estribeiras.

Sou transeunte do momento
e sigo a linha do comboio como que
quisesse saber o seu destino.

Mas logo me perco no caminho
e dou a mão a qualquer outra mão
e beijo qualquer outra boca.

Todo o Homem é feito de prazer
e eu não sou excepção...
mas fujo à regra na intensidade.

Amo a vida como quem ama pela última vez
e  isso é para poucos, como podem calcular
e é penoso para ambas as partes.

Considero-me como comida insossa
que aguarda sempre por uma pitada de sal.
Porém, nunca acerto no tempero.

Namoro as moças pela viagem
e tento achar rumo neste trilho
que se adivinha tão complexo.

Mas é de complexidade que me alimento
e da dor que viver nos traz.

Soldado raso nesta vida mundana
prazer e luxúria que me alimentam
prazer e luxúria que abocanho
overdose de desejo. fim.

Sou uma alma de Cabaret
num corpo sem Valsa.
E o casamento é uma farsa
para este ser tão libertino.

Sei de cor o corpo delas todas
quero-lhes a alma e as tetas...
Sugo tudo até só ver carcaça.

E sigo em frente a viagem
à espera que o tempo passe
e perdoe por todas as almas que roubei...