quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Amo a vida, o sol quente que me bate na cara
Amo, portanto, as pessoas...sou coração aberto, coração mole
qual rabo de saias que se passeia na minha frente.

Dou-me por fácil, dou-me por fiel
mas qualquer prazer carnal me toma o rumo
e me faz perder as estribeiras.

Sou transeunte do momento
e sigo a linha do comboio como que
quisesse saber o seu destino.

Mas logo me perco no caminho
e dou a mão a qualquer outra mão
e beijo qualquer outra boca.

Todo o Homem é feito de prazer
e eu não sou excepção...
mas fujo à regra na intensidade.

Amo a vida como quem ama pela última vez
e  isso é para poucos, como podem calcular
e é penoso para ambas as partes.

Considero-me como comida insossa
que aguarda sempre por uma pitada de sal.
Porém, nunca acerto no tempero.

Namoro as moças pela viagem
e tento achar rumo neste trilho
que se adivinha tão complexo.

Mas é de complexidade que me alimento
e da dor que viver nos traz.

Soldado raso nesta vida mundana
prazer e luxúria que me alimentam
prazer e luxúria que abocanho
overdose de desejo. fim.

Sou uma alma de Cabaret
num corpo sem Valsa.
E o casamento é uma farsa
para este ser tão libertino.

Sei de cor o corpo delas todas
quero-lhes a alma e as tetas...
Sugo tudo até só ver carcaça.

E sigo em frente a viagem
à espera que o tempo passe
e perdoe por todas as almas que roubei...

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