Amo a vida, o sol quente que me bate na cara
Amo, portanto, as pessoas...sou coração aberto, coração mole
qual rabo de saias que se passeia na minha frente.
Dou-me por fácil, dou-me por fiel
mas qualquer prazer carnal me toma o rumo
e me faz perder as estribeiras.
Sou transeunte do momento
e sigo a linha do comboio como que
quisesse saber o seu destino.
Mas logo me perco no caminho
e dou a mão a qualquer outra mão
e beijo qualquer outra boca.
Todo o Homem é feito de prazer
e eu não sou excepção...
mas fujo à regra na intensidade.
Amo a vida como quem ama pela última vez
e isso é para poucos, como podem calcular
e é penoso para ambas as partes.
Considero-me como comida insossa
que aguarda sempre por uma pitada de sal.
Porém, nunca acerto no tempero.
Namoro as moças pela viagem
e tento achar rumo neste trilho
que se adivinha tão complexo.
Mas é de complexidade que me alimento
e da dor que viver nos traz.
Soldado raso nesta vida mundana
prazer e luxúria que me alimentam
prazer e luxúria que abocanho
overdose de desejo. fim.
Sou uma alma de Cabaret
num corpo sem Valsa.
E o casamento é uma farsa
para este ser tão libertino.
Sei de cor o corpo delas todas
quero-lhes a alma e as tetas...
Sugo tudo até só ver carcaça.
E sigo em frente a viagem
à espera que o tempo passe
e perdoe por todas as almas que roubei...
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